Escolhas...


Foto: Web.
A mesma rotina perpetua-se anos a fio, sempre o mesmo pedido.
Sempre o mesmo sabor, o mesmo travo, a mesma desilusão esperada.
O olhar perverso reflectido no ouro líquido.
Como se fosse disso a alegria interior de um ser que se alegra com o raiar do dia, mas se entristece com o silêncio da noite.
Mas qual solitário qual quê…É mesmo com a azafama esquizofrénica que se sente confortável.
Apenas e tão-somente quando tem por companhia a mão trémula.
E a boca seca com odor daquele maldito cigarro que a cada passa que dá, se anuncia um fim trágico e doloroso.
Mas será isto que este servo dos pequenos delitos desejava?
Nunca desejou senão estar bem consigo mesmo…
A luta… Essa trava-se hoje…
Do tudo ou nada, do oito ao oitenta…
Vou preferir ser radical e austero!
Nunca um espartilho foi tão confortável…
Quando o retirar, uma nova alma vai nascer…
Ou ela já cá está?


Deve estar…

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