Liberdade Verde
Foto: Desordeiro
A água corre encosta abaixo
Flui com naturalidade, serpenteando as rochas e os arvoredos
Com uma simplicidade extrema esta visão acalma-me
Ao fundo milho a perder de vista, com verdes campos a esperançar
o mais cinzento artesão da metrópole
Animais andam á solta mas não possuem gravata nem doutoramento,
nem mesmo avental
Todos os dias eles voltam a sua casa com o esconder do sol
Mesmo sem suspeitar que um dia será a ultima vez!
Como se por magia a ligação entre donos e gado acabasse!
Se antes era parte da família, agora serve de alimento á família
Capelas, igrejas, alminhas, construídas em xisto e granito
Vão alimentando a esperança por piedade dos humanos
Oh… triste pressagio de quem ora!
Cristianismo sim, pois outras crenças nunca por aqui caminharam
Sai, sai da frente...
Não o curioso leitor, mas sim o cavalo
Que diante do meu carro, bloqueia os meus motorizados
Bravo e selvagem, alimenta-se da paisagem
E eu alimento-me da sua liberdade.
Eu mesmo digo:
Com fé retorno a Casa
Livre de pensamento mas com raciocínio
Claro e cristalino…
Tinha saudades destes campos verdejantes!

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